FAZ MUITA FALTA A DIREITA CLÁSSICA.

OPINIÃO

Sou militante político desde 1982 quando participei ativamente em Pains da campanha do Prefeito José Batista de Castro (Paraguai) e Vereador José Rodrigues Goulart (Professor Zezinho Goulart), ambos do PDS. Foi o meu primeiro voto.

Já em 1985 residindo em Formiga conheci o ex Prefeito Ninico Resende, que abriu as portas da política formiguense.

Tenho muita coisa para contar nestes 43 anos de vivência política, fui filiado ao PMDB, PPS e desde 2005, exatamente 20 anos, sou filiado ao PSB por convicção.

Neste longo período de lutas vivi várias dicotomias: ARENA x MDB, PDS x PMDB, Collor x Lula, todavia, estou com saudades da polarização, PT x PSDB.

Vivi tempos em que o debate era civilizado e baseado em idéias. Tanto que três figuras do campo conservador formiguense os saudosos Coronel Gilberto de Freitas, vereador tucano Paulo Lopes e o ex prefeito Lufrido Nascimento era leitores assíduos da minha coluna TENDÊNCIAS E DEBATES do Semanário Nova Imprensa.

Entretanto depois da tragédia anunciada a eleição de um extremista, deputado medíocre do baixo clero, o bucéfalo Jair Bolsonaro tivemos uma metamorfose, onde a direita clássica vítima de fagcitose foi totalmente engolida pela anátema seita bolsonarista, que é uma versão moderna dos dezembristas de Luís Napoleão de 1849, não tem nenhum fundamento lógico e seu combustível é à radicalização.

Os tais Bolsominons é uma gente ressentida e reacionária oriunda de um pensamento infantilizado, emocional, vulnerável cuja revolta e desesperança faz cultuar políticos como este acéfalo chamado Jair Bolsonaro e seus lacaios.

As redes sociais é vertente clara deste caos, uma vez que deu voz as minorias? Sim. E por que? Desfaçamos os equívocos. A extrema direita cresceu graças a sociedade patriarcal que nos domina desde as mal fadadas Capitanias Hereditárias cujo mote é a perpetuação de um conservadorismo tupiniquim representado pela religião, família, costumes e patriotismo.

O bolsonarismo como movimento fascista captou e representa este mundo paralelo da terra plana ao pregar às fakenews como sustentáculo destes valores se posicionando como portador do confronto, da verdade única e imutável, que prevê um suposto rompimento com o sistema.

Todavia, esta ambígua ruptura sistêmica é mote de campanha para iludir os tolos, que além de ficar nas portas dos quartéis. Pasmem… Oraram e cantaram o Hino Nacional para um pneu.

O Bolsonarismo é o maior delírio coletivo da história republicana. Não pode ser comparado com os Integralistas da Era Vargas comandado por Plínio Salgado que era um homem inteligente diferente deste energúmeno chamado Jair Bolsonaro.

A grande verdade dos fatos, que com 43 anos de militância política, concluo que acabou a civilidade no debate.

A dialética foi substituída pela barbárie ancorado na religião, pauta de costumes e combate a um delírio de ameaça comunista.

Confesso que estou cansado desta gentalha despreparada os tais Bolsominons e com saudades da vertente política que enfatiza a ordem, a estabilidade, a hierarquia e a tradição.

Falar de uma polarização de extremos é um equívoco. Decodificando: existe um lado o da EXTREMA DIREITA DELIRANTE, que é apátrida e golpista.

A ESQUERDA jamais pregou e patrocinou golpes no Brasil, pelo contrário foi deposta do poder com o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

Nós do campo Progressista perdemos em 1989, 1994, 1998 e 2018. Aceitamos a derrota, reconhecendo o resultado ao parabenizar o vencedor e passamos a lamber as feridas preparando para a próxima eleição.

Já Bolsonaro, além de ser o pior governante da história republicana e o primeiro não reeleito patrocinou um golpe de estado tramando o assassinato dos eleitos e do Presidente do TSE, Ministro Alexandre de Morais. É o famoso plano Punhal Verde e Amarelo.

De maneira que, o extremo que defendia a segurança nacional e a manutenção de um status quo social e político, valorizando a liberdade individual, a ordem e a autoridade, ou seja, FAZ MUITA FALTA A DIREITA CLÁSSICA que rivalizava de forma civilizada com a ESQUERDA mantendo a coerência do debate.

Elton da Costa Pinto
elton.costa@hotmail.com

Opinião
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Conthato.

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