Para o Sind-UTE/MG, a mobilização da categoria seguirá firme. Sem valorização dos trabalhadores da educação não há escola pública de qualidade.

Nesta quinta-feira (12/03), dirigentes do Sind-UTE/MG – Subsede de Campo Belo estiveram com o ministro da Educação, Camilo Santana, durante sua visita à Universidade Federal de Lavras (UFLA), onde foram anunciados 12 novos cursos e a construção do hospital universitário da instituição.

A presença da direção sindical no evento teve um objetivo claro: denunciar a grave situação vivida pelos profissionais da educação da rede estadual de Minas Gerais. Durante o encontro, os representantes do sindicato relataram ao ministro o processo de empobrecimento da categoria, provocado pela política do governador Romeu Zema, que se recusa a cumprir integralmente os reajustes do Piso Nacional do Magistério.

Segundo o sindicato, essa política já acumula uma defasagem salarial de 41,83% nos vencimentos dos trabalhadores e trabalhadoras da educação, aprofundando a precarização da carreira docente e desvalorizando quem sustenta a escola pública mineira.

O coordenador da Subsede do Sind-UTE em Campo Belo, Ezequiel Gênesis de Resende, destacou que a situação chegou a um limite.
“Os profissionais da educação estão cada vez mais empobrecidos. O governo de Minas insiste em ignorar a lei do piso e desvaloriza quem constrói a educação pública todos os dias”, afirmou.

Também participou da agenda o membro da direção estadual do sindicato, Vauvenarques Lopes, que reforçou a necessidade de ampliar a pressão política para garantir o cumprimento da legislação nacional. Segundo ele, a luta da categoria é por respeito, valorização profissional e investimento real na escola pública.

Durante a reunião, a direção do sindicato entregou um ofício diretamente ao ministro, relatando a situação da educação em Minas Gerais e solicitando que o Ministério da Educação acompanhe e cobre do governo estadual o cumprimento da legislação do piso nacional do magistério.

