MINAS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA COPASA E A FORMA COMO O GOVERNO ZEMA QUER CALAR A BOCA DOS MINEIROS QUANTO A IMPEDIR AO REVERENDO POPULAR.
Manifestação em Belo Horizonte contra a privatização da Copasa reúne diversas entidades na Praça Raul Soares.
Na manhã de sábado, a Praça Raul Soares, em Belo Horizonte, foi palco de uma manifestação organizada pelo Sindágua-MG contra a privatização da Copasa. O ato reuniu trabalhadores, movimentos populares e representantes de várias entidades sindicais e partidárias que se posicionam contra a entrega da companhia de saneamento à iniciativa privada.
Entre as organizações presentes estavam CUT Minas, Sind-UTE/MG, PT Mineiro, PSOL, PSTU e PCBR, TLS, CEBS, CSP CONLUTAS e outras, além de coletivos estudantis e movimentos sociais ligados à defesa dos serviços públicos.
LENINHA – Presidente do PT Mineiro e deputada estadual
DENISE ROMANO – Coordenadora Geral do SinduteMG.
“A água é fundamental, uma questão de saúde e também um direiro humano. A nossa categoria será impactada com a privatização da COPASA por que o salário do Zema é uma miséria. Nossa categoria vai sofrer, por isso nós estamos na luta também…”
ISABEL – PCBR
Os manifestantes defenderam que a água deve permanecer como um bem público e essencial, de acesso universal, e denunciaram o risco de aumento nas tarifas e piora na qualidade dos serviços em caso de privatização. Durante o protesto, houve falas de lideranças sindicais, panfletagem e apresentações culturais em defesa da água pública.
Lideranças políticas e sindicais contrárias à privatização da Copasa planejam acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) caso a PEC que elimina o referendo popular sobre a venda da empresa seja aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A estratégia é propor uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com base no princípio da proibição do retrocesso, que impede a retirada de direitos já conquistados.
O PSOL nacional deve protocolar a ação, com apoio de outros partidos de esquerda, e o Sindágua-MG prepara os argumentos jurídicos. A PEC já foi aprovada em 1º turno (52 votos a 18) e deve voltar ao plenário nesta semana.
Paralelamente, deputados da oposição ao governador Romeu Zema (Novo) pretendem recorrer ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), alegando irregularidades na rejeição de cerca de 300 emendas apresentadas à proposta.
ROGÉRIO CORREIA DEPUTADO FEDERAL – PT MG
Segundo o deputado Rogério Correia a dívida de Minas Gerais com a União, acumulada ao longo de gestões anteriores e ampliada durante o governo Romeu Zema (Novo), pode ser renegociada até 31 de dezembro de 2026.
Esse prazo está previsto dentro do novo regime de recuperação fiscal proposto pelo governo federal — uma alternativa ao modelo anterior, que impunha restrições severas aos estados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vêm sinalizando abertura para que Minas Gerais encontre uma solução negociada, sem comprometer investimentos sociais e em infraestrutura.
GUSTAVO OLÍMPIO – PSTU DE CONTAGEM
DUDA – CSP CONLUTAS
A dívida mineira com a União supera R$ 160 bilhões.
O estado aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), mas o governo Zema enfrenta críticas por adotar um plano considerado excessivamente rígido, com cortes e congelamentos.
O governo Lula propôs um novo modelo de renegociação com regras mais flexíveis, priorizando o pagamento de serviços essenciais e permitindo revisão do acordo até o fim de 2026.
A expectativa é que, até essa data, o estado possa rever prazos, juros e condições de pagamento, buscando equilíbrio fiscal sem comprometer o funcionamento dos serviços públicos.
A Revista Conthato não ouviu diretamente cada deputado ou deputada que são a favor da proposta de privatização, devido a ALMG não funcionar no sábado, nem ninguém do governo do Estado de Minas Gerais. Mas como é de costume democrático ela está a disposição de qualquer um que queira se manifestar a respeito desta matéria pelo whatsapp 35 992489270.